Uma Casa Séria

21.8.18

Mofo

Quanto tempo passou desde o último post.
Rola uma nostalgia e uma sensação de coisa velha. De achar aquele calhamaço de papel dos tempos de sei lá quando num armário empoeirado.
Ninguém mais lê blog. Twitter, Facebook, Instagram! Tudo rápido, tudo curto e objetivo.
Memes. Tudo é memes.
Qquer assunto com mais de dois parágrafos é textão.
Faço parte dessa mudança: muito longo, vou esperar virar filme, TL;DR e tals.
Eu era ativo aqui a praticamente 5 anos. Não sou nenhum influencer ou qquer caralho desses, mas agora que tenho tempo sobrando, quem sabe volto a escrever mais.

O tempo dirá

2.12.16

Eles Venceram

Já a algum tempo incluo nas conversas inevitáveis sobre política, economia e o futuro próximo e distante o comentário que, se começarmos a fazer algo diferente para melhorar o país, pra não dizer o mundo, minha geração não vai ver os resultados, talvez a geração do meu filho, se nossas mudanças forem rápidas.
Mas estamos num ciclo vicioso, num loop em que cada nova interação traz um resultado pior do que a anterior. Cada novo congresso eleito é pior do que o anterior, cada líder ou pessoa de destaque, fala mais merda do que a anterior, seres humanos cada vez menores, com ambições mesquinhas e aspirações asquerosas.
Me peguei, hoje pela manhã, pensando em Recall, aquela pratica de recolher e reparar ou substituir um lote de produtos defeituosos lançados no mercado. Os processos que levam ao produto defeituoso têm seu controle de qualidade, bom ou mau, mas quando dá errado tem que resolver logo. Na analogia, não dá pra fazer recall do processo político porque não é um lote estragado, o que está lá é o extrato do que está aqui fora.
O que está aqui fora é cada vez menor, porque o sistema, ah o sistema; merece um texto só pra ele... O sistema forma pessoas cada vez menores. Menos capazes de pensar, alienadas em meio a tanta informação por não saber processar o que entra. O processo é o que é: não conseguimos mudar porque o jeito que está interessa a quem está no balaio, jogando o jogo. Já falamos que políticos utilizam a maioria de seu tempo e recursos na manutenção do cargo e da carreira.
Dia 30/11/16 teve uma cerimônia na Colômbia causada pelo acidente aéreo com o time da Chapecoense. Foi linda. Respeitosa. Comovente. Até o Serra, que está longe de ser apreciado por mim, mandou muito bem. Enquanto eu assistia meu estomago começou a embrulhar. A Colômbia transformou a tragédia de um time brasileiro em uma tragédia deles. Se comoveram, se consternaram, se manifestaram em solidariedade.
Foi uma tragédia que repercutiu mundo afora, ecoando em lugares que nem se espera, como na NFL, com gestos, simbólicos e práticos, surgindo a cada momento. E eu ficando nauseado.
A imagem que me consumia era a do escárnio de nosso congresso nacional comemorando, na madrugada anterior, sua vingança mesquinha contra o processo de limpeza de esgoto que o pais precisa e comemora a cada passo. Pareciam bandidos de cinema reunidos num beco comemorando o sucesso de um crime bem-sucedido. Totalmente alheios ao que acontece fora de seu mundinho sórdido.
Eu me peguei remoendo a rematrícula da escola de meus filhos; educação é a única coisa decente que não abro a mão de tentar proporcionar, mas o golpe mensal não sendo o bastante, vem acompanhado de uma mordida a mais no fim do ano, oportunamente mordendo o 13º salário. E ao pensar em salario, uma linha do demonstrativo, o holerith, me saltava a mente: IRRF. Que morde forte meus rendimentos e retorna nada: saúde pública é uma vergonha, educação governamental é uma piada e a segurança pública ineficiente. E o escarnio dos corruptos compondo a cena, com seus desvios de verba, tráfico de influência e demais derivados.... Ao escrever isso a náusea retorna forte.
Infelizmente eu sou fruto deste sistema, desse pais de sangues de barata. Incapaz de reagir ao descaso, de mudar o que não presta. Incapaz até de me mudar, evocando o ame-o ou deixe-o, queria saber como deixa-lo. Mas sou mais um bosta. Mais uma cabeça de gado nesse rebanho de néscios.
Fui derrotado.

13.8.13

Em Defesa dos partidos políticos e outras coisas

Disclaimer: Votei nulo para todos os cargos nas ultimas duas ou três eleições. Nulo porque não enxerguei em nenhum candidato a cargos políticos alguém que me representasse. Nulo porque não concordo com a bagunça que é o processo eleitoral para o legislativo (incluindo aqui as coligações partidárias, os tais resíduos eleitorais e a aberração que é o suplente de senador).

Enfim, Defendo a existência dos partidos políticos, do PSDB ao PC do B, embora eu nunca tenha votado nele e nunca vá votar, defendo a existência de todos os partidos. Com a mesma convicção com que defendi que as manifestações de junho ultimo foram apartidárias e que , tendo um pouco de vergonha na cara – artigo cada vez mais raro junto aos partidos – nenhum partido deveria levantar sua bandeira no meio daquela multidão.

Os partidos deveriam ser as casas dos grandes debates da sociedade, leito das visões do futuro e de lá sairiam as fileiras que exporiam a visão do partido para apreciação da sociedade. Dai, sim, teríamos uma eleição, não para colocar algum agrupamento de interesses feudais em condições extraordinárias de luxo e poder, mas grupos de pessoas com suas visões para serem confrontadas com as outras visões para que fossem consolidadas nas leis da nação.

É triste ver o que se tornaram legendas históricas como o PTB e o PMDB.

O que vejo é um apequenamento dos partidos, que não servem mais para unir pontos de vista, ideologias, formas de sonhar e desenhar a sociedade. Salvo partidos de extrema – e no Brasil só temos extrema esquerda – o que temos são agrupamentos do Centrão de interesses mesquinhos e pequenos. Interesses de fortuna e poder, de vantagens e regalias. Qual foi o ultimo estadista que tivemos no país? Juscelino?, Tancredo? Getulio? Tivemos uma sucessão de políticos pequenos, tivemos uma sucessão de eleições onde se escolhia o menos pior. E dentre os congressistas; qual foi o ultimo grande legislador? Algum nome lhe vem a mente?

No espasmo social que o Gigante deu em junho, vários militantes dos partidos correram para a rua para levantar suas bandeiras. Fui e sou contra por dois motivos: Por mais que os temas sejam os mesmos, aquele monte de gente não estava na rua apoiando os partidos cujas bandeiras se desfraldavam sobre suas cabeças e essa imagem da bandeira em meio àquela multidão é uma propaganda eleitoral forte demais para marqueteiro deixar de fora da propaganda eleitoral. A multidão não foi pra rua atendendo ao chamado dos partidos, foi o contrario; Como os partidos tiveram que sair de casa para reagir ao povo, deveriam eles, os militantes, se despir do uniforme do partido e entender que eram parte do povo ao sair pra rua. Essa inversão parece sutil, mas acho que diz muito.

Mas o espasmo veio e se foi, o Gigante não acordou, nem virou de lado. Nem uma câimbra em meio ao seu sono em berço esplendido. Depois de várias ações táticas diversionistas (plebiscito, reforma politica para o próximo período eleitoral, mais médicos, agora mais engenheiros), tudo voltou ao que era. Os movimentos careciam de uma liderança inspirada. De objetivos atingíveis, de algo palpável em que se firmar. Disparou pra muitos lados, PEC37!? Impeachment!? Reforma eleitoral!? Reforma tributária!? Cura gay!? Tudo e nada? E a falta de foco dispersou a multidão, mesmo porque não se tinha uniformidade nas querências. O que unia todos era a insatisfação com o que temos ai.

Pelo menos pra mim, ao ver o quadro geral da sociedade brasileira, me vejo como numa loja. Uma loja de , digamos roupas onde nada me agrada. Ou a moda não é a minha moda ou a qualidade não é a que eu espero, atendimento não é satisfatório, preço não atrativo... É como uma loja da C&A.


Sabe qual é a diferença? Eu posso escolher não entrar na C&A.

9.8.13

Envelhecer ganha da alternativa.

Eu me lembro remotamente de ler essa gota de sabedoria em algum texto em inglês onde, se não me engano, lia-se: “Grow old beats the alternative”.

Sempre achei que era uma frase, tanto em inglês quanto em português, sagaz e inteligente. Que traz uma boa mensagem dentro de uma frase que exige alguns microssegundos de processamento cerebral para ser totalmente compreendida.

Gosto dessas frases que não são prontamente obvias em seu recado. E largadas na sua cara. Acho que faz parte da condição de CDF (nerd é o caralho) que fez parte da minha adolescência.

Na faculdade um cara mandou uma vez, acerca de uma mocinha que passava se pavoneando pelo campus:

De longe ela parece que é feia; De perto, parece que está longe

Achei fantástica.

Por isso, ao ler hoje no Facebook num post com um apanhado de gotículas de sabedoria com um pé na auto-ajuda que um amigão meu colocou la, li uma variação dessa frase que me fez ficar pensando um pouco enquanto dava uma cagada.

Filosofia de privada consegue ser mais profunda (trocadilho embutido(nível inception)) do que filosofia de boteco.

Pensei um pouco no tema desse post

E nessa necessidade de explicar as coisas.

A versão da frase que eu li dizia:

Envelhecer ganha da alternativa – morrer jovem.

De onde vem essa necessidade de mastigar as coisas para os outros? Tenho certeza que meu amigo viu a tal lista em algum lugar e copiou / colou. Talvez ele tenha decidido editar a frase, talvez tenha recebido já editada. Não estou buscando culpados, me questiono porque temos visto mais e mais essa necessidade de mastigar as coisas, entregar digeridas, não deixar nada para a dedução.

Será a falta de fé na capacidade de leitura / interpretação dos outros? Evitando todo o possível falar em analfabetismo funcional e tals.


Mas acho que mais do que a geração da banalização, estamos entrando na era da Bazingalização.

23.1.13

Cochabamba

Mudamos.

De novo.

Agora estamos em Bauru e, pela primeira vez, pensando seriamente em firmar raizes. Seriamente ao ponto de termos abandonado a alternativa do aluguel que, ao mesmo tempo que muitos consideram jogar dinheiro fora e dinheiro que nao se ve mais e bla bla bla, traz a liquidez de sair rapidamente sem enchecoes de saco maiores.

Agora, pensando que liquidez nao será mais algo a se desejar e tendo achado um achado em termos de casa, resolvemos partir para a compra.

A casa é do caralho. tem tudo o que eu sonhava em ter numa casa. na hora que eu montar minha central de audio & video do jeito que eu sonho, será inigualável.

Apelidamos de Clube, devido a todas as oportunidades de entretenimento que podemos proporcionar a nos e aos amigos e familiares

O Gu, ainda engatinhando nas questoes geograficas da vida, apelidou de Na- Bauru, porque qdo eu ja estava aqui e viajava pra passar a semana trabalhando ele dizia que eu estava na Bauru... qdo ele crescer vai ser engracada essa.

a mudanca foi a mais tranquila que ja tivemos, merito da casa, que ja tem tudo que podemos esperar, e da empresa de mudanca, que fez tudo da forma mais adequada que ja vi.

Agora nao sou mais inquilino, somos proprietários!

A cidade será tema de outra historia, mas foi o fator que nos fez crer que ficaremos aqui por algum tempo.

14.1.13

Dark Souls

Eu queria esperar mais para escrever sobre esse jogo.

saber mais da historia, contexto, plots twists e tals, mas ele esta aqui. me chamando

Porque o jogo não te da nada disso, te joga no meio de um mundo decrepito, onde o mais ridículos dos monstrinhos pode te matar com um mero vacilo na hora de enfrenta-lo. Onde você morre na fase do tutorial,  onde um personagem te da mais ou menos uma orientação geral de pra onde ir em seguida: Pra cima ou pra baixo tem um sino em cima, tem um sino em baixo, quando os dois tocarem algo acontece, dai você tenta ir pra baixo e morre ridiculamente, recomeça  tenta ir pra cima e demora um pouquinho mais pra morrer e já fala: "devo estar no caminho certo". usa errado a progressão de evolução de personagem e fode seu boneco.

Começa outro jogo, refaz o o tutorial, morre menos vezes, recomeça o caminho pra cima e consegue, na 4a ou 5a tentativa chegar num save point. Alegria máxima!!! Rejubilo!!!

na base da tentativa e erro vai evoluindo, aprende a usar os recursos online - absurdamente cativantes e frustrantes.

O jogo é frustrante, é abusivo, te entrega muito pouco ou nada, te apresenta alguns becos sem saída  que só são sem saída porque você não consegue passar aquele brutamontes que esta entre você e a porta.

de repente um caminho se abre e você percebe quanto empenho foi dado na construção do mapa e aquele atalho improvável faz todo o sentido.

depois de 8 horas jogadas, duzias de mortes e recomeços  frustrações e aflições somadas, você consegue juntar dois aliados online e derrota aquele dois Bosses do teto da igreja e chega naquele sino de cima.

Hora de descer e recomeçar - um novo atalho surge e você pensa, nem fodendo que esse mapa faz sentido; como de la eu vim parar aqui? mas faz.

agora é hora de descer, estou num desvio, recomendado pela internet antes de seguir meu caminho para o abismo.

a cada corredor, a apreensão pelo que estará me esperando, escudo sempre preparado, cuidado com emboscadas. Como tem que ser. um jogo onde cada morte tem consequências  cada passo errado pode ser fatal, cada golpe de espada ou flecha lancada precisa cumprir seu objetivo, ou voce morre.

Isso o torna tao mais aproximado do que seria uma situação real que cativa. você morre, morre e não larga

esse vídeo resume tudo.



Dark Souls em 30 segundos

12.12.12



eu li numa media de 410 palavras por minuto. pena que nao mostra o resultado, mas to na media de um estudante universitario americano.

acima da media - muito bom

6.12.12

Fotografias, momentos e contextos.



Me peguei pensando um pouco sobre esses conceitos ao usar parte do meu tempo subutilizado aqui no trampo novo pra divagar.

Olhando a fotografia de minha ocupação no momento, estou subutilizado.  A foto mostra um profissional instalado num escritório administrativo super movimentado, escrevendo um texto aleatório para um blog que não fez sentido existir. Mostra que ele foi contratado para conduzir um projeto importantíssimo que turbinará as operações da empresa nos próximos anos. E ainda assim, ele está no word fazendo picas.

Mas existe um contexto onde isso tudo se encaixa. Tenho muito pouco o que fazer e este pouco dependo da ajuda de outros que, o tempo todo, estão ocupados bagarai com os seus afazeres. O contexto mostra que apesar de nada estar acontecendo na minha mesa, tem atividades disparadas por mim acontecendo em outras áreas, tem atividades que estão acontecendo que terão impacto nas minhas próximas atividades. Aqui em Bauru, num escritório de help desk em algum lugar do Brasil (acho) e nas instalações de um fabricante de equipamentos industriais na Alemanha. Ainda assim, tem áreas descobertas.

E isso é consequência do Momento. Momento é uma figura de linguagem para uma iniciativa, um movimento inercial, um barco numa correnteza. Momento, do ponto de vista empresarial, é o que esta acontecendo com a empresa agora. E esta empresa esta num momento de grandes mudanças. De mudanças profundas, de chacoalhar o bambuzal. Isso tira um monte de gente da famosa zona de conforto e poe na zona de medo. E é lá que estão as grandes oportunidades. Oportunidades de crescimento profissional pra uns, oportunidade de redesenhos pessoais praqueles que forem retirados da empresa.

Ou trocando essa lenga lenga em miúdos

Estou numa situação engraçada, tem um monte de gente atolado de serviço e com o cu na mão de ser demitido e eu acabei de chegar, to com menos da metade do meu dia ocupado e cagando e andando pra quem vai e quem fica. Mesmo porque conheço só a amiga que me indicou pra cá e ela está fora da alca de mira dos atiradores.

Irônico, né?

5.12.12

Novidades velhas

Não tive muitas raízes na vida desde que me formei, já a 8 anos.
A única constante é a Alê e, agora, o Gu e os gatos.
Já moramos:
  • 23 meses em Monte Claros
  • 6 meses em São Bernardo do Campo
  • 25 meses em Volta Redonda
  • E estamos morando, já a 25 meses em Guarulhos

E estamos de mudança de novo. Agora para Bauru. E agora num passo maior (bem maior) que é a compra, finalmente, de uma casa. A compra de uma casa implica mais do que o compromisso mensal com a prestação do financiamento. A compra de uma casa implica mais do que o investimento emocional numa empreitada nova e diferente. A compra e uma casa significa criar raízes.

Sair do xaxim e ir pro jardim. E, da forma como vejo, a oportunidade de buscar o verdadeiro potencial de crescimento, agora sem as limitações das incertezas de ficar ou não ficar onde se mora.

Apesar de, com a vida de nômade, poder sair daqui pra qualquer outro lugar com um mês de aviso prévio, as constantes mudanças levaram à deterioração acelerada de vários moveis, de ótima qualidade e de qualidade mediana: estante e guarda roupas em especial.

É uma mudança enorme e se apresenta como uma montanha imponente na nossa frente a migração de um guarda roupas das Casas Bahia que já foi montado e desmontado algumas vezes para um guarda roupas planejado e instalado de forma a ocupar exatamente o espaço disponível em um cômodo, seja uma quarto, sala ou cozinha.

E essa enormidade vem acompanhada de outras adequações, diametralmente opostas: Por um lado teremos muito, mas muito mais espaço para nós, o Gu e os bichos. Quintal, piscina, garagem (Garagem!), jardim, muro, portão... tudo mais, mais mais. Do outro lado, uma readequação do fluxo de caixa da família, que andava meio desregulado e consumindo reservas, agora não temos mais nem reservas para consumir, já que estamos empenhando quase tudo na casa, mas já estamos sabendo que teremos que reajustar pensando em menos, menos menos...

E ainda temos outras mudanças radicais: da segunda maior cidade do estado, colada em São Paulo, onde tudo é mais: mais rápido no ritmo de vida, mais lotado, mais perigoso, mais lento no transito, maior, mais instável no clima mais, mais , mais... Pra maior cidade pequena do estado, onde tudo que são Paulo é mais, aqui é menos, mas ainda sim, traz uma perspectiva de mais: mais calma, mais tempo, mais qualidade, mais calor, mas sempre calor.

Acho que, depois de muito vagar, achamos nosso jardim e vejamos, agora, onde essas raízes vao chegar, já que terão tempo para se firmar.

28.5.12

Eu ja sabia


Somos uma espécie minúscula, ofuscada ate pelo menor dos objetos dos céus.
Atenciosamente, O universo
( Isso é muito triste :(  )

Ate mesmo nossas menores ações podem desencadear reações em cadeia que se propagam até engolfar toda a existência
Atenciosamente,  Teoria do Caos
(Que da hora!!! :D )

Nossas “ações” são o mero resultado de uma condição química em um dado momento
Atenciosamente,  Causalidade
(Isso é realmente triste :(  )

Causalidade é mentir.
E também é não mentir
E também uma superposição entre mentir e não mentir
Atenciosamente,  Mecanica Quantica
( ta bom :( )

Nós inventamos um monte de coisas belas para te distrair da ausência de significado que é a existência
Atenciosamente, Arte
( Aeeee :D )

EXISTENCIA É AUSENCIA DE SIGNIFICADO
Pós Modernismo
( Só me resta me matar :{ )

Voce não é programado para isso
Atenciosamente,  Evolução
( Beleza, vou ficar só com o hedonismo, então )

Voce não pode bancar o hedonismo
Atenciosamente,  Economia
( Prezada Realidade,
Estou criando um mundo virtual onde eu estou no comando e tudo funciona do jeito que eu quero!  )

Bem vindo ao clube
Atenciosamente,  Deus!


13.3.12

Traduções

Acho que as responsabilidades do tradutor e, por extensão, do editor de material traduzido é muito maior do que somente estar atento ao uso correto das normas ortográficas e gramaticais.

Recentemente fui exposto a um exemplo disso:


Para os iletrados na nona arte, Wolverine é o bad ass mais bad ass da história. Wolverine é o Lone Gun, sempre em conflito com uma fera interior que o separa daqueles com quem convive. É um casca grossa com recheio de metal - literalmente.

Poucas pessoas tiveram acesso a mais do que isso e, pra não me alongar demais, em um arco de historias ele perdeu uma delas.

dai temos o quadrinho acima, onde alguem vem lhe oferecer um ombro e ele responde, do alto de sua ogrice: Voce é uma breja?

Leiam as entrelinhas. Ali esta tudo o que podemos esperar dele: "Sim, estou em frangalhos", "Sim estou largado no chão", "preciso me embebedar para aguentar essa", "Nao quero sua ajuda" e por ai afora.

Dai na versao brasileira deste gibi, neste dialogo a tradução ficou assim:

- Posso te ajudar?
- Voce tem uma cerveja?

Percebam como a essencia do dialogo foi destruida. Como o Bad ass virou um pobre coitado dum alcolatra, incapaz de se levantar para buscar sua cerveja e disposto, sim, a aceitar algum tipo de ajuda.

A equipe de tradução acabou com um quadrinho iconico e memoravel ao trocar uma simples "é" por uma simples "tem".

Caberia aqui uma defesa da minha preferencia por material na lingua inglesa, mas

essas pessoas sao pagas e o custo do trabalho delas esta incorporado ao preco do produto., o que nos da direito de exigir qualidade no material em portugues (diferente de um legender amador que faz a traducao por paixao)

Temos muitos leitores que nao falam ingles

Caberia aqui ainda um link com outros materiais que sofreram traducoes infindaveis e que tem sua versao defendida ipsi literis depois de seculos.

1.2.12

Breve F.A.Q. por Yahweh

Preciso Salvar a humanidade porque prometi que não iria mata-los todos de novo.

Pergunta: Como devo aparecer para os humanos para que saibam que sou Deus?

Resposta: Surgirei com a exata aparência de um humano para que todos saibam quem sou

P: Quando devo executar minha aparição para que o maior número possível de pessoas tenham acesso à minha mensagem?

R: Na Era de Bronze, muito antes da Imprensa ou da Internet

P: Santo Eu! Tem sofrimento e pecado por todos os lados, Como deverei iniciar meus trabalhos para salvar a humanidade?

R: Vou perambular e esperar por uns 30 anos

P: Na hora de começar, Como provarei aos humanos que sou Deus?

R: Vou realizar os mesmos milagres e curas pela fé que os charlatães realizam antes, durante e após minha ida à Terra

P: Será que eu deveria aprender a escrever para que minha mensagem seja registrada com exatidão ou encontrar um letrado para registrar minhas passagens em tempo real?

R: Não.

P: Quanto tempo devo dedicar à espalhar a mensagem até que tenha alcançado um numero suficiente de pessoas?

R: Três anos a pé deve ser o bastante para o mundo inteiro.

P: Depois que eu não puder mais acrescentar nada a minha mensagem, como posso garantir que será solidificada?

R: Varias décadas após minha morte, Vários resumos serão escritos por autores anônimos em diferentes países e em diferentes idiomas.

P: Como meus seguidores saberão distinguir os relatos dignos de confiança?

R: Escolherão os resumos mais populares e destruirão os demais

P: Qual sera o efeito do produto final depois de completo?

R: Será utilizado para monopolizar o poder e trancar o desenvolvimento do mundo ocidental, deixando-o em miséria e pobreza por mil anos

P: Será que deixei algo importante de fora?

R: Sim. China

30.1.12

Sacola

Ontem, pela primeira vez desde a nova “regra” auto-imposta pelos grandes supermercados, fomos fazer compras no Extra perto de casa.

Levamos algumas sacolas grandes já prevendo como seria no caixa, mas foi muito, muito pior. Pra levar tudo, precisaria de muito mais sacolas do que levamos e eu me nego terminantemente a comprar sacolas na boca do caixa.

Sei que pode parecer papo de gente velha, mas na minha cabeça os fatos aconteceram de uma forma um pouco diferente do que estão vendendo pra gente.

Primeiro que quem criou o “impacto ambiental” foram as próprias rede de supermercados.

Antigamente, nos caixas havia sacos de papel para embalar as compras. Numa iniciativa de reduzir custos, os mercados foram, numa velocidade assombrosa, já que “reduzir custos” move montanhas, migrando do saco de papel para as famigeradas sacolinha de plástico.

Mas, no novo século onde tudo é sustentável e biodegradável, perceberam que as porras das sacolinhas não degradam, será que alguém percebeu algum saquinho de papel misturado? Não. Porque papel degrada mais rápido do que o produto que ele servia pra embalar.

E era tudo o que o pessoal do marketing precisava pra reduzir ainda mais os custos das redes e, de quebra, descolar um novo produto pra vender ( pra não dizer empurrar goela abaixo) dos clientes que é a sacola durável, com preços de R$0,99 a R$2,99, e, impulsionando a venda dos carrinhos de feira.

E pau no cu do cliente, que se foda para levar suas compras para casa. Até um tempo antes de a regra valer ainda se encontrava caixas de papelão (que eu, particularmente, usava a mais ou menos um ano) próximo aos caixas para servir de alternativa, agora, não se encontram mais tais caixas. Se a ideia é ser ambientalmente sustentável, disponibiliza isso, e não empurra mais uma porra de uma sacola para vender.

Mas ficou parecendo que só eu fiquei inconformado, que eu que não quero me adaptar aos novos tempos. Novos tempos o caralho. Por mim, largava os quase quinhentos reais lá no caixa e ia embora.

E se existe uma ação que podemos fazer é essa. Encher um carrinho de compras, daquela que manteria sua casa por um mês e, ao passar tudo no caixa solicitar uma forma “ambientalmente sustentável” de embalar para levar pra casa sem custos adicionais, se o mercado não prover, largar tudo lá e ir embora.

Se umas 10 pessoas fizerem isso por dia, deve aparecer em alguma estatística. Eu vou fazer semana que vem.

Pela volta do saquinho de papel. ou caixa de papelão, ou desconto na compra pra comprar a porra da sacola retornável suficientes para sua compra.

24.1.12

E o Gu ainda tá de férias, e o Jorjão também. Duas situações não relacionadas até que o Jorjão resolveu passar uma semana em Bauru, terra onde mora hoje a Kel. Porque ele resolveu chamar a Alê pra ir junto e deu certo de eles irem.

Eu achei legal por vários aspectos, dentre os quais o que mais aparece é o que eu achei menos relevante, que é o fato de eu ficar com a casa só pra mim por uma semana.

Mas o que achei muito legal, foi o fato de eu ter ficado mais preocupado com o bem estar deles, de saber que eles estavam bem, que a viagem foi segura e que aproveitaram o passeio.

Depois veio o achar muito legal o desprendimento da Alê de se enfiar no carro e passear por uma semana fora de casa numa boa.

E depois veio o tema principal deste post.

Uma semana (ou quase) com a casa só pra mim. E os gatos.

Tirei o atraso dos videogames, fiquei pelado na sala, comi junk food, e dormi na cama de casal sozinho e totalmente espalhado.

Cuidar dos gatos é muito fácil. Areia, ração, agua, petiscos de agrado (sabor carne e salmão).

Depois de ter ficado umas 12 horas no videogame no sábado, umas 15 horas no domingo, 4 na segunda. Estipulei a meta de 50 horas até a Alê e o Gu voltarem. O que aconteceria na sexta. Depois de ter zerado o Assassins Creed Revelations, achei que sobraria tempo pra zerar o Mass Effect 2 (Que eu tinha q recomeçar porque ficou parado tanto tempo que eu tinha esquecido a história).

Daí fiquei sabendo que a volta seria antecipada em um dia. Isso fez a programação mudar, eu tinha que ficar um tempão pra pelo menos alcançar o mesmo ponto da história principal – embora eu tivesse realizado missões paralelas diferentes.

Enfim, Pra parar num ponto mais adiantado do que eu tinha abandonado da outra vez que me pus a jogar, teria que rolar uma maratona na noite de quarta feira, coisa que eu estava mais do que disposto a encarar. Dito e feito, gatos devidamente cuidados, junk food quentinha, até um cinzeiro e um maço de Malrboro estavam por ali.

Vale lembrar que eu não costumo fumar do jeito que fumava antes. Hoje em dia, fumo na companhia de amigos e álcool (dificilmente consumo álcool também, se não for na companhia de amigos, talvez daí venha a expressão má companhia, que são aqueles que não me deixam à vontade para beber e fumar). Mas como a noite prometia ser longa, se estendendo provavelmente até a manhã seguinte, resolvi prevenir.

Então veio a chuva, a princípio me preocupei com a sonolência que ela traria, e cheguei a cogitar deixar uma garrafa térmica com café bem forte também à disposição, mas considerei que, se fosse mesmo necessário, eu poderia prepara-la num momento de cansaço digital extremo (digital de dedos, mesmo).

Mas a chuva aumentava sua intensidade até que aconteceu o que eu temia; a eletricidade falhou.

O Playstation 3 tem um HD que o sistema gerencia com muito cuidado, por isso, a falha na eletricidade fez com que se iniciasse uma rotina de verificação de integridade de disco antes de me deixar voltar à carga. Alguns avisos com tom de ameaça apareciam constando a palavra corromper e perda de dados – pânico.

Mas sem maiores problemas, o jogo voltou. E lá fomos nós encarar os desafios galácticos do jogo.

Mas daí veio a pá de cal. A eletricidade falhou de novo. E dessa vez o sistema demorou mais para se reestabelecer. E a informação é que, se essa falha de eletricidade ocorrer num momento em que o jogo estiver gravando, as chances de dano ao disco são enormes.

E eu entendi o recado, Murphy, tão criativo, tinha batido na trave duas vezes, não ia perder o terceiro gol.

Desliguei tudo e fui dormir. Por que a quinta feira prometia.

18.1.12

Jipe

Daí que, sei lá quantos anos depois (uns 10 pelos cálculos preguiçosos) eu comprei um Jipe de novo.

Demorei pra encontrar um que atendesse aos meus altos padrões de qualidade e ao baixíssimos padrões financeiros, mas achei um meio termo que agradou. Olha umas fotinhas dele ai.


Logo que peguei o Jipe


Depois das mudanças recentes

Alguns detalhes estavam, já a algum tempo, me incomodando no jipe. Ele servia pro serviço exigido dele no dia a dia, que resume-se a me transportar de casa para o trabalho e retorno. Mas eu gosto tanto de Jipe que algumas melhorias se faziam necessárias.

O Jipe é de 1961, passou por sei la eu quantas mãos, cada um fazendo suas mudanças e manendo o que achava que valia a pena. Por isso ele ficou, pelo que eu já descobri até o momento, com as seguintes características

Motor 4 cilindros 2.5 OHC (do maverick e dos jipes da ford dos anos 70 / 80) – o original era um 6 cilindros

Cambio de 4 marchas – o original tinha 3

Direção hidráulica do Santana – a original não é hidráulica

Sistema de arrefecimento elétrico – o original é solidário do giro do motor

Freios a disco nas rodas dianteiras

Bancos mais confortáveis, pedais suspensos e mais umas coisinhas aqui e lá.

Sabendo que era um carro tão “fuçado” assim, eu esperava ter que realizar algumas intervenções num curto espaço de tempo. Não deu outra, Motor de arranque foi o primeiro, seguido por uma correção de alguma merda que fizeram na instalação elétrica do alternador.

Mas tinha três coisas incomodando que resolvi agora em janeiro.

Os bancos ficavam numa posição muito alta pra alguém com mais de 1,5 m de altura, de forma que eu ficava com a parte superior do para-brisa bem no campo de visão, me forçando a alguns contorcionismos para enxergar placas e semáforos.

A suspensão estava, num linguajar de caminhoneiro / mecânico, “cansada”, ou seja, as molas tinham sofrido alguma deformação por fadiga, além de deixar o jipe perceptivelmente penso para o lado esquerdo

Não tinha banco traseiro, o que limitava o total uso, já que não dava pra levar o Gu.

Metido que sou, levei num mecânico especializado em Jipes aqui de GRU. Depois de quase 3 semanas e uns 3 retornos pra reclamar de serviço mal feito, alguns gastos além do planejado e algum confronto com o mecânico orelha seca, ficou 80% bom.

Já tem banco traseiro, mas ainda não tem cinto (ou seja, não tem capacidade para mais do que 2 passageiros). E a posição do banco traseiro instalado não é a melhor possível, impedindo que eu baixe a capota.

Mas a suspensão ficou legalzona, inclusive um pouco mais alta do que a intenção original, o que, neste caso é um “plus a mais”.

Claro que isso gerou um outro ponto de melhoria, porque com a suspensão mais alta, uns pneus maiores viriam muito bem a calhar.

Os bancos dianteiros ficaram muito melhores, agora eu consigo olhar pra frente.

De quebra, troquei o conjunto de ignição por ignição eletrônica, muito mais confiável e reduz um pouco o consumo de gasolina.

Quando eu deixar os cintos de segurança do jeito que eu quero, trocar os pneus e uma ou outra perfumaria, vai ficar uma tetéia.

16.1.12

Abandono

Sim, está às traças. Muito embora eu acesse sempre para usar a barra de links ai do lado, vejo o resto criando teias de aranha e sempre me pego com um assunto interessantíssimo que eu gostaria de desenvolver aqui, mas que até eu chegar na frente de algum lugar para anotar, se vai.

Mas o habito começa, ou recomeça, no caso, com pratica e repetição. E, como a vontade está lá, vamos abusar da mal escrita que apresento aqui e quem ainda se aventurar por essas bandas, tem mais é que ler .

23.8.11

Mac Fag Noob

Eu sempre me considerei um PC user, mesmo porque sempre achei apple caro e destinado a fins especificos (coisa de designer e outras profissoes androginas)

Mas fui fisgado pelo Mr Jobs.

O Iphone é irado.

ganhei de dia dos pais e nunca mais sentei na frente do PC pra mais do que sincronizar o itunes e atualizar versoes de softwares.

ate conta na apple store da argentina e download de game eu ja fiz

6.7.11

The Office

Esta é uma teoria totalmente fundamentada pelo famoso instituto de pesquisas DATAEU.

Estava eu pensando outro dia sobre evolucao profissional. Pelas fases que sao meio que obrigatorias no mundo corporativo para subir de nivel, passar de fase, aumentar a dificuldade, diminuir o handicap, por ai...

E me peguei encontrando uma relacao interessante que correlaciona os softwares do Office com a fase profissional.

Logo no comeco, quando se é estagiario, analista junior ou trainee; usa-se muito o Word (procedimentos, manuais, especificacoes, cartas, traduções, etc)

Daí a carreira começa a deslanchar, analises, estudos, cálculos e la vem o Excel. É o exercício pleno da função de engenheiro, economista, administrador...

(aqui cabem os demais softwares de dados - MS Project, Acess...) Extrapolando o universo Office: Photoshop, Corel, Autocad, etc.

Mas só quando o cara estiver pronto pra vida executiva, com suas tomadas de decisões, discussoes acaloradas, analises estratégicas, reunioes intermináveis é que ele passa a dominar e utilizar a ferramenta dos que dominam os 7 habitos, dos fluentes em business language: O MS Powerpoint!

20.6.11

Banalização

Tinha uma campanha publicitaria da Folha de São Paulo, uns muitos anos atrás, que falava que vivíamos a era da banalização. Era uma campanha contra a banalização. A campanha pode sua origem na publicidade e pode até ter servido para vender mais jornais, não sei o resultado financeiro-mercadológico-product placement sei-lá-o-quê.

Sei que como campanha de alerta ou conscientização falhou. A banalização está mais enraizada do que nunca em nossa sociedade.

Sabe porque vivemos a era da banalização? Porque vivemos no pais das bananas... tá, péssimo.

Hoje tudo é tratado com banalidade. Tudo é tratado no aumentativo enquanto as grandes questões, as questões que poderiam realmente mudar alguma coisa na nossa sociedade, ficam apagadas e tratadas como tabu ou como combustível para discursos inflamados que em nada ajudam a discussão.

Parenteses gigantesco

Alguém disse que uma edição de um jornal impresso de grande tiragem tem mais informação do que um homem do seculo XVII recebia em sua vida inteira. O quanto dessa informação é útil, de alguma forma, para um cidadão comum? Tirando o tamanho da fonte usada, o que da o grau de importância a uma noticia, ou a transforma em algo verdadeiramente digno de ser lido e processado?

Numa mesma edição fala-se de Política e economia (infelizmente sempre ligadas). Sociedade, esportes, fofocas, ciência, historia, artes. Tudo com tanta profundidade quanto o assunto estiver hypando.

Informação tem-se de sobra, mas sempre uma mesma informação regurgitada, reeditada, retraduzida... vazia de conteúdo.

Um pouco de conteúdo se encontram nos editoriais, ou colunas de pensadores, mas a linguagem os desfavorece. Rebuscada, temerosa, ponderada. Afinal uma critica mal apresentada pode trazer impactos desastrosos a instituição do jornal.

Mas é isso. Muita informação (de diversos niveis de qualidade) a disposição, mas pouco conhecimento sendo transmitido.

Fim do Parenteses Gigantesco

Vamos ver algumas banalizações

Preconceitos (Racismo/ homofobia / xenofobias quaisquer)

Tema espinhoso, mexe com História do Brasil, com cultura, com a forma como lidamos com pessoas que tem uma história pessoal e familiar bem diferente das nossas, seja a nossa qual for.
Mas a forma de abordar o tema esta banalizada, o nao poder fazer piada de (inclua aqui sua minoria (?) preferida - Japones isso, judeu aquilo, arabe, gays, preto, baiano, gaucho, lesbicas, americano, mulher, deficiente fisico ou mental) ja virou piada - o que só ajuda a banalizar o tema.

Da forma como eu vejo, temos que respeitar e ser respeitados. Temos que ter cuidado de nao usar termos ofensivos, mas temos que pegar leve nas criticas a quem os usa. Temos que respeitar o(s) contexto(s) todo(s).

Mas nao dá pra tratar como racismo qualquer situação onde um preto é chamado de negão, muito menos ficar policiando qualquer situação onde chama-se alguem de viadinho, ou china... voces entenderam.

Mas ao tratarmos de forma banal esse assunto, deixamos de tratar questoes de racismo realmente importante, como o acesso de pessoas de todas as etnias a todas as oportunidades.

Bullying

Mais uma banalização que me traz muita irritação. tudo é bullying. Eu passei por situações de humilhar outras criancas e por situações de ser humilhado. De bater e de apanhar. Constranger e ser constrangido. Faz parte, ensina nossa forma de co-habitar esse mundão cão com todo tipo de gente. Nem toda situação de desavença aguda chegando às vias de fato é bullying. Ficar generalizando e tratando como vitimas de sindrome por traumatica qualquer crianca ridicularizada por ter feito algo tido como ridiculo é caminhar rumo a uma sociedade que eu nao quero para o meu filho, um mundo de bundoes sem auto estima.

Esses ao alguns dos assuntos do momento que a banalização atinge e enfraquece o discurso. Daria pra esticar o post falando de meio ambiente, saude, politica, religião, futebol...

Mas acho que meu ponto está quase todo aqui: A superficialidade e imediatismo com que tratamos os pontos cruciais de mudança de nossa sociedade nao permite uma correta formação de opiniao por parte das pessoas e nao contribui para a evolução que gostaríamos de ver no mundo.

24.3.11

Dai essa noite, no meio da madrugada, sei lá que horas eram, acordei com o Gu aos berros.

Levantei e fui ver o que se passava.

Quando cheguei no quarto dele, ele tava deitado de bruços com a cabeça levantada e chorando alto.

tentei deitar ele de lado - normalmente resolve - mas ele não deixou e não parava de berrar. Dai peguei ele no colo pra acalmar a fera.

Assim que ele se encaixou no colo, soltou um sonoro arroto que deve ter esvaziado o estômago todo.

Pensei, ainda sonolento: O arroto preso devia estar incomodando / doendo...

Foi quando ele soltou uma bufa barulhenta, dai pensei: esse neném ta fermentando.

Ninei ele mais um pouquinho e o aroma da bufa alcançou minhas narinas


Caralho

que fedô

empesteou o quarto inteiro, tentei ir pro outro canto do quarto, mas o cheiro veio atrás.

Pior era a mistura de sono com vontade de rir, o que iria acorda-lo e ferrar o resto da madrugada.

Mas na hora que tudo passou e pude devolve-lo ao berço, ele soltou outro peido ainda mais alto. Pensei enquanto voltava pra minha cama: Se fudeu. o cheiro vai ficar confinado no berço pra voce curtir tudo sozinho.

Ri em silencio até dormir de novo